As primeiras seleções genéticas se iniciaram com a domesticação das plantas e o domínio sobre a agricultura.Revolução verde ocorre no século XX, buscando aumento da produtividade, através de ações como:
- uso intensivo de agrotóxicos
- pesquisa em sementes
- mecanização do campo
Em 1983 há a criação das primeiras plantas transgênicas. No início dos anos 90 a China começou a usar transgênicos e em 1994 os EUA aprovaram a primeira planta transgênica, o tomate feito pela Calgene. Houve um grande aumento no uso e pesquisa sobre transgênicos a partir disso. Em 1997 chega ao Brasil de forma ilegal a RR, contrabandeada da Argentina, contudo. Já em 2003 foi liberado o plantio de transgênicos no país.
O termo inovação relaciona-se com o desenvolvimento econômico e, para que este ocorra, é essencial que sucedam contínuas inovações, nas quais as criações anteriores são substituídas por novas, num ciclo cujo fator gerador é chamado por Joseph Schumpeter de “destruição criativa”. Tal fato pode ser ilustrado pelo contínuo aprimoramento dos transgênicos, buscando novidades que sejam mais atraentes aos agricultores.
Durante a década de 90 – período em que os transgênicos começaram a ganhar força mundialmente – o Brasil passava por um período de insuficiência de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias. Dentro desse quadro, percebemos a dificuldade para os nascimentos de investimentos públicos nos transgênicos, sendo estes uma tecnologia recente.
Ao abordar ciência-tecnologia nota-se a influência que esta realiza na interpretação das pessoas em relação ao mundo, de maneira que, transforma a realidade que fora construída por nós e influencia culturalmente nossa maneira de pensar e o nosso comportamento. Podemos, então, observar as mudanças ocasionadas por uma inovação científico-tecnológica, como os transgênicos, que são perceptíveis não apenas no fato de existirem argumentos contra ou a favor, mas principalmente na percepção pública.
Devido à falta de consenso entre os pesquisadores do ramo, se torna difícil obter uma posição definitiva.O possível envolvimento de pesquisadores com questões econômicas levanta suspeitas a respeito da credibilidade dessas pesquisas.O assunto não se restringe somente aos efeitos médicos e biológicos, mas também aos campos econômico, social, político, ético, entre outros, como a dependência dos agricultores em relação às empresas fornecedoras de sementes modificadas.
Percebe-se tanto na fala dos movimentos pró, como os anti-transgênicos, argumentos apelando para o modelo standard de ciência, sendo que, ao explicar-se as posições contrárias atribuem a esta o caráter ideológico, enquanto em relação aos seus argumentos, classificam estes como científicos. Questões como a produtividade poderiam ser contornadas resolvendo-se questões de logística, como o transporte e armazenamento precários, que são responsáveis pela perda de grande parte da produção.
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